Friday, September 01, 2006

Ninfas da Internet exploram as massas masculinas

Tarde da noite, lá está ela batendo no teclado do computador, checando o e-mail. “Sinto uma sensação de realização quando vejo um volume grande de mensagens de homens”, diz Satoko. “Quando ponho um anúncio no boletim do site, consigo algo em torno de 50 a 100 mensagens na manhã seguinte.”

Satoko é uma das incontáveis mulheres que são viciadas no chamado “de-ai saito”, ou sites de encontros na Internet. Trabalhando para uma agitada companhia, ela está muito ocupada para ter uma vida social ativa. Embora seu emprego a mantém confinada ao escritório, isso não é nem um pouco gratificante. A interação na Internet preenche o vazio. Na verdade, mulheres como Satoko, que têm empregos estressantes, sem descanso, tendem a se congregar em tais sites. “Posso me relaxar enquanto leio as mensagens dos homens. Talvez seja essa a sensação que preciso”, comenta Satoko.

Quanto a realmente encontrar-se com os homens, ela não é contrária a isso. E quanto ao sexo? Sim, claro. Ela hesitou da primeira vez, mas agora ela percebe que isso é apenas mais uma forma de comunicação. Não é lá grande coisa... Sexo é, provavelmente, a via mais rápida para conhecer alguém. Então, por que não? Ela dormiria com alguém na primeira noite, sim, mas ela não mergulharia nos lençóis antes de ver bem a cara do sujeito, não. “De todos os caras que me escrevem, escolho um para dormir comigo, e isso me faz sentir bem. Naquele momento, sinto uma sensação indescritível de realização.”

Sim, pode ser que ele mostre ser um mentiroso ou um joão-ninguém, mas enquanto ela estiver atraída por ele, por que não? Seria apenas uma noite. Depois disso, ela não responderia mais suas mensagens. “Esse é o lado bom da coisa. De outra forma, não me sentiria segura. E, já que eu uso o computador do serviço, é completamente de graça.”

O caso de Satoko demonstra claramente uma tendência definida hoje das pessoas de terem problemas de comunicação. Muitas pessoas não estão tendo a habilidade necessária para conhecer e conversar diretamente com outras do sexo oposto. O computador é uma ferramenta perfeita de marcar encontros para tais pessoas. É uma versão high-tech dos clubes de encontro por telefone.

“Quando recebo mensagens carinhosas de vários homens, me sinto como uma rainha”, é o que algumas mulheres dizem. Enquanto isso, a maioria dos homens tem uma preocupação: será que conseguem fazer sucesso com alguma belezinha?

Um repórter resolveu testar. Em uma semana, ele enviou 200 mensagens para mulheres. Dez responderam. Dessas, apenas duas continuaram a se corresponder com ele. Porém, esse é um índice de sucesso muito mais alto do que mensagens diretas. O repórter atraiu uma das correspondentes, universitária de 20 anos, para um encontro, com a promessa de irem para um rodízio de sushi. Eles se encontraram. Ela era uma gracinha, e ele acabou conquistando-a. É... Parece não haver mais nada de novo sobre a terra do sol nascente.

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