OFICIAIS PERVERTIDOS QUE MANCHAM A REPUTAÇÃO DO JAPÃO (*)
O que está acontecendo com o Japão? Essa é a pergunta que muitos se fazem hoje.
Durante grande parte do período pós-guerra, os assalariados foram os responsáveis em tornar o Japão um dos países mais ricos do mundo. Mas, hoje, com o crescente número de pervertidos burocratas, a única reputação que eles estão conseguindo para seu país é a de uma terra de tarados.
Um homem que chamarei de Tanaka parece ter ficado mais do que entediado em seu emprego na prefeitura de certa cidade. Atualmente ele está livre sob fiança depois de supostamente ter atacado sexualmente uma garotinha que ele conheceu num parque de Hiroshima em junho deste ano. Ele é acusado de molestar quatro meninas de 12 anos. Qual a acusação? Pedir para elas dizerem qual o tamanho de seus sutiãs, e depois de perseguirem-nas, agarrar uma delas e apalpar sua genitália.
Os colegas de trabalho descrevem Tanaka como um homem sério, que sempre realizou diligentemente seu trabalho, embora nunca tenha se destacado. “Não acho que ele tenha qualquer passatempo. De qualquer forma, ele não é muito popular entre as mulheres”, comenta um dos seus colegas. Tanaka, porém, nega qualquer ato de libertinagem, culpando os jornais de sensacionalismo e dizendo que o que ele fez foi puramente uma “tentativa de querer brincar com as meninas”.
Outro oficial do governo foi pego usando a Internet no local de trabalho para trocar mensagens com uma mulher num site pessoal. O burocrata de 47 anos enviou mais de dez e-mails em pouco mais de uma hora para dizer à mulher como ele era, do quanto dinheiro ele gastaria e dos bons momentos que ele poderia proporcionar a ela caso ela concordasse em se encontrar com ele. O porta-voz do governo confirmou que um de seus ministérios recebeu um e-mail acusando um oficial desse mesmo ministério de usar o computador do serviço para fazer contatos pessoais através da Internet. Ao investigarem a denúncia, descobriram que “a acusação era verdadeira” e que o oficial “foi punido”.
Mas funcionários de ministérios não são os únicos que estão proporcionando ao governo japonês uma reputação de pervertido. Policiais merecem compartilhar da culpa também.
Um exemplo é Takahashi, que já foi considerado policial modelo no escândalo sobre a força policial da província de Shizuoka. Ele chegava sempre no horário, desempenhava bem seu trabalho e era muito respeitado pelos seus colegas. Imaginem então o choque quando ele foi preso no final de março por tentar estuprar uma mulher em Yokohama. Os investigadores ficaram ainda mais espantados ao descobrirem que a vítima de Takahashi não era a primeira. “Seu primeiro estupro foi em novembro de 1999, mas ele cometeu mais de 20. Desses, 19 eram estudantes. Ele sempre usava o mesmo método, atraindo as garotas para uma área deserta e depois ameaçando-as de morte, a menos que elas sucumbissem aos seus desejos”, disse uma fonte da própria polícia.
Takahashi disse aos investigadores que ele era interessado em estudantes. Mesmo antes de dar início aos estupros, ele tinha desejos ardentes por estudantes de uniforme, e seu comportamento pervertido aumentou gradualmente de intensidade a partir daí.
Mas com Takahashi conhecendo a fundo o cumprimento da lei através de pessoas tais como Suzuki, um dos oficiais graduados da Academia de Polícia de Shizuoka, não é de se admirar que ele tenha se desviado dos padrões morais.
Um policial de Shizuoka notou que um homem com uma câmera de vídeo estava movendo-se furtivamente do lado de fora do banheiro de sua casa. Ele golpeou o homem com um taco de golfe, mas o tal homem conseguiu correr. O policial deu início a uma perseguição, atingindo o voyeur mais duas vezes com taco até que, finalmente, ele caiu prostrado, sem reação. O policial ficou espantado ao descobrir que o voyeur era Suzuki, 53 anos, o oficial graduado da academia.
Ninguém estava no banheiro na ocasião, mas como pai de uma adolescente, era algo que eu não podia deixar passar batido”, disse o policial. “Ao pensar na família dele, me perguntei se não deveria fingir que nada aconteceu, mas no fim decidi que era melhor denunciá-lo.”
Suzuki contou aos investigadores que, ao ver filmagens que tinham sido feitas num banheiro com uma câmera de vídeo apreendida numa batida policial, dez anos atrás, fez com que ele iniciasse sua trajetória morro abaixo. “A partir das declarações de Suzuki e da apreensão das fitas de vídeo, concluímos que ele é culpado de pelo menos 67 acusações. Mas é difícil achar todas as vítimas e, sem elas, não podemos levá-lo a juízo”, disse um porta-voz da Polícia da Província de Shizuoka. “É um incidente totalmente vergonhoso.”
(*) Os nomes das pessoas e dos lugares foram trocados.
O que está acontecendo com o Japão? Essa é a pergunta que muitos se fazem hoje.
Durante grande parte do período pós-guerra, os assalariados foram os responsáveis em tornar o Japão um dos países mais ricos do mundo. Mas, hoje, com o crescente número de pervertidos burocratas, a única reputação que eles estão conseguindo para seu país é a de uma terra de tarados.
Um homem que chamarei de Tanaka parece ter ficado mais do que entediado em seu emprego na prefeitura de certa cidade. Atualmente ele está livre sob fiança depois de supostamente ter atacado sexualmente uma garotinha que ele conheceu num parque de Hiroshima em junho deste ano. Ele é acusado de molestar quatro meninas de 12 anos. Qual a acusação? Pedir para elas dizerem qual o tamanho de seus sutiãs, e depois de perseguirem-nas, agarrar uma delas e apalpar sua genitália.
Os colegas de trabalho descrevem Tanaka como um homem sério, que sempre realizou diligentemente seu trabalho, embora nunca tenha se destacado. “Não acho que ele tenha qualquer passatempo. De qualquer forma, ele não é muito popular entre as mulheres”, comenta um dos seus colegas. Tanaka, porém, nega qualquer ato de libertinagem, culpando os jornais de sensacionalismo e dizendo que o que ele fez foi puramente uma “tentativa de querer brincar com as meninas”.
Outro oficial do governo foi pego usando a Internet no local de trabalho para trocar mensagens com uma mulher num site pessoal. O burocrata de 47 anos enviou mais de dez e-mails em pouco mais de uma hora para dizer à mulher como ele era, do quanto dinheiro ele gastaria e dos bons momentos que ele poderia proporcionar a ela caso ela concordasse em se encontrar com ele. O porta-voz do governo confirmou que um de seus ministérios recebeu um e-mail acusando um oficial desse mesmo ministério de usar o computador do serviço para fazer contatos pessoais através da Internet. Ao investigarem a denúncia, descobriram que “a acusação era verdadeira” e que o oficial “foi punido”.
Mas funcionários de ministérios não são os únicos que estão proporcionando ao governo japonês uma reputação de pervertido. Policiais merecem compartilhar da culpa também.
Um exemplo é Takahashi, que já foi considerado policial modelo no escândalo sobre a força policial da província de Shizuoka. Ele chegava sempre no horário, desempenhava bem seu trabalho e era muito respeitado pelos seus colegas. Imaginem então o choque quando ele foi preso no final de março por tentar estuprar uma mulher em Yokohama. Os investigadores ficaram ainda mais espantados ao descobrirem que a vítima de Takahashi não era a primeira. “Seu primeiro estupro foi em novembro de 1999, mas ele cometeu mais de 20. Desses, 19 eram estudantes. Ele sempre usava o mesmo método, atraindo as garotas para uma área deserta e depois ameaçando-as de morte, a menos que elas sucumbissem aos seus desejos”, disse uma fonte da própria polícia.
Takahashi disse aos investigadores que ele era interessado em estudantes. Mesmo antes de dar início aos estupros, ele tinha desejos ardentes por estudantes de uniforme, e seu comportamento pervertido aumentou gradualmente de intensidade a partir daí.
Mas com Takahashi conhecendo a fundo o cumprimento da lei através de pessoas tais como Suzuki, um dos oficiais graduados da Academia de Polícia de Shizuoka, não é de se admirar que ele tenha se desviado dos padrões morais.
Um policial de Shizuoka notou que um homem com uma câmera de vídeo estava movendo-se furtivamente do lado de fora do banheiro de sua casa. Ele golpeou o homem com um taco de golfe, mas o tal homem conseguiu correr. O policial deu início a uma perseguição, atingindo o voyeur mais duas vezes com taco até que, finalmente, ele caiu prostrado, sem reação. O policial ficou espantado ao descobrir que o voyeur era Suzuki, 53 anos, o oficial graduado da academia.
Ninguém estava no banheiro na ocasião, mas como pai de uma adolescente, era algo que eu não podia deixar passar batido”, disse o policial. “Ao pensar na família dele, me perguntei se não deveria fingir que nada aconteceu, mas no fim decidi que era melhor denunciá-lo.”
Suzuki contou aos investigadores que, ao ver filmagens que tinham sido feitas num banheiro com uma câmera de vídeo apreendida numa batida policial, dez anos atrás, fez com que ele iniciasse sua trajetória morro abaixo. “A partir das declarações de Suzuki e da apreensão das fitas de vídeo, concluímos que ele é culpado de pelo menos 67 acusações. Mas é difícil achar todas as vítimas e, sem elas, não podemos levá-lo a juízo”, disse um porta-voz da Polícia da Província de Shizuoka. “É um incidente totalmente vergonhoso.”
(*) Os nomes das pessoas e dos lugares foram trocados.

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