Monday, August 28, 2006

Colecionador voraz de calcinhas se dá mal

Alguns policiais da província de Fukui levaram o maior susto de suas vidas quando uma blitz de rotina acabou conduzindo-os a um notório ladrão de pútridas calcinhas. Os policiais encontraram um número incrível de 145 pares de calcinhas e sutiãs no guarda-roupa de Suzuki, um técnico de aparelhos eletrônicos de 35 anos acusado de roubar peças íntimas de 95 diferentes mulheres.

Suzuki foi preso, na verdade, por estar dirigindo sem habilitação. Quando a polícia o flagrou, seu carro foi revistado e uma gazua foi encontrada no porta-luvas. Inquirido sobre o objeto, ele confessou aos policiais que usava a gazua para entrar nos apartamentos das mulheres para roubar as calcinhas.

Parece que Suzuki estava mesmo de azar no dia em que foi preso por violação de trânsito. Uma das mulheres de quem ele é acusado de roubar aconteceu de deparar com ele quando voltava para casa para almoçar. Suzuki estava na casa dela vasculhando as gavetas e procurando por suas... bem, vocês já sabem o que. Ela começou a gritar e ele fugiu, mas a mulher não esqueceu seu rosto. Por pura coincidência, ela reconheceu-o dirigindo nas imediações do seu apartamento no dia de sua prisão e imediatamente notificou a polícia, que veio e o agarrou.

Um porta-voz da polícia disse que desde agosto de 2002 até maio deste ano, Suzuki cometeu uma série de arrombamentos nas províncias de Fukui e Nara. “Até onde sabemos, ele arrombou pelo menos onze casas onde moravam mulheres.”Suzuki já admitiu, até então, ter roubado 95 domicílios, e vai responder por isso.

Os alvos de Suzuki eram geralmente mulheres nos seus 20 ou 30 anos. Ele as detectava nas ruas e as seguia até descobrir onde moravam. Se ficasse confirmado que elas moravam sozinhas, ele esperava até que a casa estivesse vazia. Aí supostamente usava a gazua para entrar e, de propósito, surrupiava também alguns itens de valor, incluindo os sutiãs e as calcinhas da moradora. Ele está sendo acusado de vender tudo através da Internet, exceto as roupas íntimas. Dizem que ele chegou a fazer cerca de três milhões de ienes com a venda dos produtos roubados.Aparentemente Suzuki também instalava câmeras escondidas em muitas das casas das quais ele é acusado de roubar, enviando as imagens para seu próprio computador e observando as mulheres durante sua rotina diária. Uma mulher encontrou uma câmera que ele deixou em cima de uma estante. Deve ter ficado surpresa...

Suzuki é acusado de múltiplos arrombamentos em pelo menos três casas onde moravam mulheres.O tarado mantinha registros dos itens roubados, e colocava cada conjunto de itens em caixas que incluíam o nome da mulher, o endereço e até uma foto. Ele tem sido também muito aberto sobre sua motivação. “Eu adoro roupas íntimas de mulheres e adoro usar câmeras para tirar fotos. As calcinhas de mulheres que eu tinha eram meu tesouro. Toda vez que eu seguia uma mulher, eu observava muito cuidadosamente sua bunda. Se a bunda em questão era a de uma mulher mais velha, digamos, nos seus 30 anos, então definitivamente tal bunda dava claros sinais de que a dona dela estava no cio. A bunda de uma mulher é como seu segundo rosto. Estou constantemente a par das mensagens que as bundas das mulheres transmitem. A coisa principal a procurar é se a linha da calcinha está bem definida. Procuro mulheres mais velhas assim. E, quando imagino que seus sucos vaginais estão grudados naquelas calcinhas... ahhh!”
Prato ‘Sem Calcinha’ está fora do cardápio

Esta é uma história, no mínimo, curiosa. Mas antes de continuar este relato, preciso explicar uma coisa. Aqui no Japão há um prato muito popular chamado “shabu shabu”. Nada mais, nada menos, é um prato com arroz acompanhado de fatias bem finas de carnes (tão finas que são quase transparentes) que são mergulhadas rapidamente numa tigela de água fervente e depois degustadas com molho.

Pois bem, alguns anos atrás alguns restaurantes ganharam notoriedade ao instituírem um prato chamado “no-pan shabu shabu” (no-pan é abreviatura para “no-panty”, expressão inglesa para “sem calcinha”). Mas, em que consiste um shabu shabu sem calcinha?Os restaurantes trabalhavam com um sistema simples. Os clientes pagavam uma taxa única de 19.980 ienes. Por essa quantia, eles tinham o direito a uma refeição shabu shabu e bebida à vontade. Por uma gorjeta de 5.000 ienes, uma das garçonetes mais novas do restaurante se levantava para pegar uma garrafa de uísque guardada num compartimento que ficava quase no teto. Quando ela fazia isso, os clientes podiam dar uma olhadela por debaixo de uma ultra-curta minissaia que cobria seu corpo nu. Para se certificarem de que ninguém perdia qualquer coisa, os donos de tais estabelecimentos colocavam um ventilador no chão, e assim que a garçonete levantava o braço para pegar a garrafa, uma golfada de vento era jogada por baixo dela, levantando sua saia até o céu bem no estilo Marilyn Monroe.Por uma gorjeta adicional de valor não especificado, a garçonete cobria a parte de baixo do seu corpo com um pano acolchoado. Dava-se então para o cliente uma lanterninha com a qual ele ficava procurando a minissaia da garçonete sob o acolchoado.

Mas os extravagantes restaurantes com garçonetes sem calcinha caíram em desgraça depois que um escândalo envolvendo funcionários corruptos do Ministério das Finanças veio à tona. Descobriu-se que os tais funcionários estavam freqüentando e fazendo festinhas nesses restaurantes, pagando depois a conta com o dinheiro suado dos contribuintes. Assim que o escândalo estourou, os burocratas voltaram para as suas mesas com o rabo entre as pernas e a imagem manchada. Acredita-se que o motivo que levava os funcionários do ministério em questão a freqüentar tais estabelecimentos era um só: eles estavam cansados de fazer festas em clubes de alta classe ou em restaurantes japoneses exclusivos.

Um restaurante chamado Roran, que ficava no distrito de Kabukicho, fez muito sucesso na época com tal sistema. Era um restaurante só para membros, mas que chegou a ter mais de 15 mil deles registrados em seus livros. Doutores e figurões do Ministério das Finanças, em particular, curtiam muito o lugar, que tinha câmeras de vídeo embutidas nas mesas e que focalizavam por entre as pernas das garçonetes. Assim, entre uma refeição e outra, dava-se uma olhada na câmera, o que era surpresa atrás de surpresa a cada bocado ingerido.

O Roran caiu em desgraça em janeiro de 1998 depois que promotores públicos deram uma batida policial no estabelecimento em conexão com o escândalo do Ministério das Finanças. Sua queda veio quando seu proprietário e várias garçonetes foram presas por atentado ao pudor. Um ano depois dos escândalos, o proprietário reabriu o Roran no mesmo lugar. Depois de alguns meses, foi ficando cheio de clientes, mas agora é fácil entrar lá. A maioria dos seus clientes são agora funcionários de empresas comuns ou chefes de pequenas companhias. Não se vê mais os burocratas do governo. Ah, e todas as garçonetes agora usam calcinha.