Monday, September 04, 2006

OFICIAIS PERVERTIDOS QUE MANCHAM A REPUTAÇÃO DO JAPÃO (*)

O que está acontecendo com o Japão? Essa é a pergunta que muitos se fazem hoje.

Durante grande parte do período pós-guerra, os assalariados foram os responsáveis em tornar o Japão um dos países mais ricos do mundo. Mas, hoje, com o crescente número de pervertidos burocratas, a única reputação que eles estão conseguindo para seu país é a de uma terra de tarados.

Um homem que chamarei de Tanaka parece ter ficado mais do que entediado em seu emprego na prefeitura de certa cidade. Atualmente ele está livre sob fiança depois de supostamente ter atacado sexualmente uma garotinha que ele conheceu num parque de Hiroshima em junho deste ano. Ele é acusado de molestar quatro meninas de 12 anos. Qual a acusação? Pedir para elas dizerem qual o tamanho de seus sutiãs, e depois de perseguirem-nas, agarrar uma delas e apalpar sua genitália.

Os colegas de trabalho descrevem Tanaka como um homem sério, que sempre realizou diligentemente seu trabalho, embora nunca tenha se destacado. “Não acho que ele tenha qualquer passatempo. De qualquer forma, ele não é muito popular entre as mulheres”, comenta um dos seus colegas. Tanaka, porém, nega qualquer ato de libertinagem, culpando os jornais de sensacionalismo e dizendo que o que ele fez foi puramente uma “tentativa de querer brincar com as meninas”.

Outro oficial do governo foi pego usando a Internet no local de trabalho para trocar mensagens com uma mulher num site pessoal. O burocrata de 47 anos enviou mais de dez e-mails em pouco mais de uma hora para dizer à mulher como ele era, do quanto dinheiro ele gastaria e dos bons momentos que ele poderia proporcionar a ela caso ela concordasse em se encontrar com ele. O porta-voz do governo confirmou que um de seus ministérios recebeu um e-mail acusando um oficial desse mesmo ministério de usar o computador do serviço para fazer contatos pessoais através da Internet. Ao investigarem a denúncia, descobriram que “a acusação era verdadeira” e que o oficial “foi punido”.

Mas funcionários de ministérios não são os únicos que estão proporcionando ao governo japonês uma reputação de pervertido. Policiais merecem compartilhar da culpa também.


Um exemplo é Takahashi, que já foi considerado policial modelo no escândalo sobre a força policial da província de Shizuoka. Ele chegava sempre no horário, desempenhava bem seu trabalho e era muito respeitado pelos seus colegas. Imaginem então o choque quando ele foi preso no final de março por tentar estuprar uma mulher em Yokohama. Os investigadores ficaram ainda mais espantados ao descobrirem que a vítima de Takahashi não era a primeira. “Seu primeiro estupro foi em novembro de 1999, mas ele cometeu mais de 20. Desses, 19 eram estudantes. Ele sempre usava o mesmo método, atraindo as garotas para uma área deserta e depois ameaçando-as de morte, a menos que elas sucumbissem aos seus desejos”, disse uma fonte da própria polícia.

Takahashi disse aos investigadores que ele era interessado em estudantes. Mesmo antes de dar início aos estupros, ele tinha desejos ardentes por estudantes de uniforme, e seu comportamento pervertido aumentou gradualmente de intensidade a partir daí.

Mas com Takahashi conhecendo a fundo o cumprimento da lei através de pessoas tais como Suzuki, um dos oficiais graduados da Academia de Polícia de Shizuoka, não é de se admirar que ele tenha se desviado dos padrões morais.

Um policial de Shizuoka notou que um homem com uma câmera de vídeo estava movendo-se furtivamente do lado de fora do banheiro de sua casa. Ele golpeou o homem com um taco de golfe, mas o tal homem conseguiu correr. O policial deu início a uma perseguição, atingindo o voyeur mais duas vezes com taco até que, finalmente, ele caiu prostrado, sem reação. O policial ficou espantado ao descobrir que o voyeur era Suzuki, 53 anos, o oficial graduado da academia.

Ninguém estava no banheiro na ocasião, mas como pai de uma adolescente, era algo que eu não podia deixar passar batido”, disse o policial. “Ao pensar na família dele, me perguntei se não deveria fingir que nada aconteceu, mas no fim decidi que era melhor denunciá-lo.”

Suzuki contou aos investigadores que, ao ver filmagens que tinham sido feitas num banheiro com uma câmera de vídeo apreendida numa batida policial, dez anos atrás, fez com que ele iniciasse sua trajetória morro abaixo. “A partir das declarações de Suzuki e da apreensão das fitas de vídeo, concluímos que ele é culpado de pelo menos 67 acusações. Mas é difícil achar todas as vítimas e, sem elas, não podemos levá-lo a juízo”, disse um porta-voz da Polícia da Província de Shizuoka. “É um incidente totalmente vergonhoso.”


(*) Os nomes das pessoas e dos lugares foram trocados.

Friday, September 01, 2006

Ninfas da Internet exploram as massas masculinas

Tarde da noite, lá está ela batendo no teclado do computador, checando o e-mail. “Sinto uma sensação de realização quando vejo um volume grande de mensagens de homens”, diz Satoko. “Quando ponho um anúncio no boletim do site, consigo algo em torno de 50 a 100 mensagens na manhã seguinte.”

Satoko é uma das incontáveis mulheres que são viciadas no chamado “de-ai saito”, ou sites de encontros na Internet. Trabalhando para uma agitada companhia, ela está muito ocupada para ter uma vida social ativa. Embora seu emprego a mantém confinada ao escritório, isso não é nem um pouco gratificante. A interação na Internet preenche o vazio. Na verdade, mulheres como Satoko, que têm empregos estressantes, sem descanso, tendem a se congregar em tais sites. “Posso me relaxar enquanto leio as mensagens dos homens. Talvez seja essa a sensação que preciso”, comenta Satoko.

Quanto a realmente encontrar-se com os homens, ela não é contrária a isso. E quanto ao sexo? Sim, claro. Ela hesitou da primeira vez, mas agora ela percebe que isso é apenas mais uma forma de comunicação. Não é lá grande coisa... Sexo é, provavelmente, a via mais rápida para conhecer alguém. Então, por que não? Ela dormiria com alguém na primeira noite, sim, mas ela não mergulharia nos lençóis antes de ver bem a cara do sujeito, não. “De todos os caras que me escrevem, escolho um para dormir comigo, e isso me faz sentir bem. Naquele momento, sinto uma sensação indescritível de realização.”

Sim, pode ser que ele mostre ser um mentiroso ou um joão-ninguém, mas enquanto ela estiver atraída por ele, por que não? Seria apenas uma noite. Depois disso, ela não responderia mais suas mensagens. “Esse é o lado bom da coisa. De outra forma, não me sentiria segura. E, já que eu uso o computador do serviço, é completamente de graça.”

O caso de Satoko demonstra claramente uma tendência definida hoje das pessoas de terem problemas de comunicação. Muitas pessoas não estão tendo a habilidade necessária para conhecer e conversar diretamente com outras do sexo oposto. O computador é uma ferramenta perfeita de marcar encontros para tais pessoas. É uma versão high-tech dos clubes de encontro por telefone.

“Quando recebo mensagens carinhosas de vários homens, me sinto como uma rainha”, é o que algumas mulheres dizem. Enquanto isso, a maioria dos homens tem uma preocupação: será que conseguem fazer sucesso com alguma belezinha?

Um repórter resolveu testar. Em uma semana, ele enviou 200 mensagens para mulheres. Dez responderam. Dessas, apenas duas continuaram a se corresponder com ele. Porém, esse é um índice de sucesso muito mais alto do que mensagens diretas. O repórter atraiu uma das correspondentes, universitária de 20 anos, para um encontro, com a promessa de irem para um rodízio de sushi. Eles se encontraram. Ela era uma gracinha, e ele acabou conquistando-a. É... Parece não haver mais nada de novo sobre a terra do sol nascente.

Monday, August 28, 2006

Colecionador voraz de calcinhas se dá mal

Alguns policiais da província de Fukui levaram o maior susto de suas vidas quando uma blitz de rotina acabou conduzindo-os a um notório ladrão de pútridas calcinhas. Os policiais encontraram um número incrível de 145 pares de calcinhas e sutiãs no guarda-roupa de Suzuki, um técnico de aparelhos eletrônicos de 35 anos acusado de roubar peças íntimas de 95 diferentes mulheres.

Suzuki foi preso, na verdade, por estar dirigindo sem habilitação. Quando a polícia o flagrou, seu carro foi revistado e uma gazua foi encontrada no porta-luvas. Inquirido sobre o objeto, ele confessou aos policiais que usava a gazua para entrar nos apartamentos das mulheres para roubar as calcinhas.

Parece que Suzuki estava mesmo de azar no dia em que foi preso por violação de trânsito. Uma das mulheres de quem ele é acusado de roubar aconteceu de deparar com ele quando voltava para casa para almoçar. Suzuki estava na casa dela vasculhando as gavetas e procurando por suas... bem, vocês já sabem o que. Ela começou a gritar e ele fugiu, mas a mulher não esqueceu seu rosto. Por pura coincidência, ela reconheceu-o dirigindo nas imediações do seu apartamento no dia de sua prisão e imediatamente notificou a polícia, que veio e o agarrou.

Um porta-voz da polícia disse que desde agosto de 2002 até maio deste ano, Suzuki cometeu uma série de arrombamentos nas províncias de Fukui e Nara. “Até onde sabemos, ele arrombou pelo menos onze casas onde moravam mulheres.”Suzuki já admitiu, até então, ter roubado 95 domicílios, e vai responder por isso.

Os alvos de Suzuki eram geralmente mulheres nos seus 20 ou 30 anos. Ele as detectava nas ruas e as seguia até descobrir onde moravam. Se ficasse confirmado que elas moravam sozinhas, ele esperava até que a casa estivesse vazia. Aí supostamente usava a gazua para entrar e, de propósito, surrupiava também alguns itens de valor, incluindo os sutiãs e as calcinhas da moradora. Ele está sendo acusado de vender tudo através da Internet, exceto as roupas íntimas. Dizem que ele chegou a fazer cerca de três milhões de ienes com a venda dos produtos roubados.Aparentemente Suzuki também instalava câmeras escondidas em muitas das casas das quais ele é acusado de roubar, enviando as imagens para seu próprio computador e observando as mulheres durante sua rotina diária. Uma mulher encontrou uma câmera que ele deixou em cima de uma estante. Deve ter ficado surpresa...

Suzuki é acusado de múltiplos arrombamentos em pelo menos três casas onde moravam mulheres.O tarado mantinha registros dos itens roubados, e colocava cada conjunto de itens em caixas que incluíam o nome da mulher, o endereço e até uma foto. Ele tem sido também muito aberto sobre sua motivação. “Eu adoro roupas íntimas de mulheres e adoro usar câmeras para tirar fotos. As calcinhas de mulheres que eu tinha eram meu tesouro. Toda vez que eu seguia uma mulher, eu observava muito cuidadosamente sua bunda. Se a bunda em questão era a de uma mulher mais velha, digamos, nos seus 30 anos, então definitivamente tal bunda dava claros sinais de que a dona dela estava no cio. A bunda de uma mulher é como seu segundo rosto. Estou constantemente a par das mensagens que as bundas das mulheres transmitem. A coisa principal a procurar é se a linha da calcinha está bem definida. Procuro mulheres mais velhas assim. E, quando imagino que seus sucos vaginais estão grudados naquelas calcinhas... ahhh!”
Prato ‘Sem Calcinha’ está fora do cardápio

Esta é uma história, no mínimo, curiosa. Mas antes de continuar este relato, preciso explicar uma coisa. Aqui no Japão há um prato muito popular chamado “shabu shabu”. Nada mais, nada menos, é um prato com arroz acompanhado de fatias bem finas de carnes (tão finas que são quase transparentes) que são mergulhadas rapidamente numa tigela de água fervente e depois degustadas com molho.

Pois bem, alguns anos atrás alguns restaurantes ganharam notoriedade ao instituírem um prato chamado “no-pan shabu shabu” (no-pan é abreviatura para “no-panty”, expressão inglesa para “sem calcinha”). Mas, em que consiste um shabu shabu sem calcinha?Os restaurantes trabalhavam com um sistema simples. Os clientes pagavam uma taxa única de 19.980 ienes. Por essa quantia, eles tinham o direito a uma refeição shabu shabu e bebida à vontade. Por uma gorjeta de 5.000 ienes, uma das garçonetes mais novas do restaurante se levantava para pegar uma garrafa de uísque guardada num compartimento que ficava quase no teto. Quando ela fazia isso, os clientes podiam dar uma olhadela por debaixo de uma ultra-curta minissaia que cobria seu corpo nu. Para se certificarem de que ninguém perdia qualquer coisa, os donos de tais estabelecimentos colocavam um ventilador no chão, e assim que a garçonete levantava o braço para pegar a garrafa, uma golfada de vento era jogada por baixo dela, levantando sua saia até o céu bem no estilo Marilyn Monroe.Por uma gorjeta adicional de valor não especificado, a garçonete cobria a parte de baixo do seu corpo com um pano acolchoado. Dava-se então para o cliente uma lanterninha com a qual ele ficava procurando a minissaia da garçonete sob o acolchoado.

Mas os extravagantes restaurantes com garçonetes sem calcinha caíram em desgraça depois que um escândalo envolvendo funcionários corruptos do Ministério das Finanças veio à tona. Descobriu-se que os tais funcionários estavam freqüentando e fazendo festinhas nesses restaurantes, pagando depois a conta com o dinheiro suado dos contribuintes. Assim que o escândalo estourou, os burocratas voltaram para as suas mesas com o rabo entre as pernas e a imagem manchada. Acredita-se que o motivo que levava os funcionários do ministério em questão a freqüentar tais estabelecimentos era um só: eles estavam cansados de fazer festas em clubes de alta classe ou em restaurantes japoneses exclusivos.

Um restaurante chamado Roran, que ficava no distrito de Kabukicho, fez muito sucesso na época com tal sistema. Era um restaurante só para membros, mas que chegou a ter mais de 15 mil deles registrados em seus livros. Doutores e figurões do Ministério das Finanças, em particular, curtiam muito o lugar, que tinha câmeras de vídeo embutidas nas mesas e que focalizavam por entre as pernas das garçonetes. Assim, entre uma refeição e outra, dava-se uma olhada na câmera, o que era surpresa atrás de surpresa a cada bocado ingerido.

O Roran caiu em desgraça em janeiro de 1998 depois que promotores públicos deram uma batida policial no estabelecimento em conexão com o escândalo do Ministério das Finanças. Sua queda veio quando seu proprietário e várias garçonetes foram presas por atentado ao pudor. Um ano depois dos escândalos, o proprietário reabriu o Roran no mesmo lugar. Depois de alguns meses, foi ficando cheio de clientes, mas agora é fácil entrar lá. A maioria dos seus clientes são agora funcionários de empresas comuns ou chefes de pequenas companhias. Não se vê mais os burocratas do governo. Ah, e todas as garçonetes agora usam calcinha.